sexta-feira, 11 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Crise nos dentes e recurso as faculdades
No terceiro piso da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL), quase só se ouve o barulho dos equipamentos. No gigante open space trabalham mais de cem alunos do 4.º e 5.º ano, que diariamente põem em prática o que já aprenderam. Os pacientes parecem descansados nas mãos dos estudantes: a intervenção só começa depois de uma avaliação da história clínica e cada novo passo só é dado após aval do professor.
Ali, realizam-se anualmente cerca de 40 mil consultas, segundo João Marques, director da faculdade.
No Porto, o director da clínica, Paulo Melo, lembra que os alunos «começam pelos actos mais simples e conforme vão ganhando experiência e conhecimento vão avançando». No ano passado, realizaram-se cerca de 25 mil consultas.
Nas faculdades existe a obrigação moral de «prestar um serviço de excelência à comunidade», diz o presidente da associação de estudantes da FMDUL, Diogo Monteiro. Sem a pressão comercial das clínicas, os futuros dentistas podem «discutir a história clínica e recorrer a vários especialistas que já são professores catedráticos, professores assistentes», sublinha o aluno do 4.º ano.
Maria do Carmo Silva, 48 anos, descobriu este serviço há três anos. «Já passei por várias mãos e não tenho razão de queixa. São simpáticos e muito preocupados. Já fiz aqui alguns tratamentos complicados e são tão cuidadosos que às vez ligam-me para saber como estou a reagir».
A questão do preço também é uma mais valia. «As consultas são bastante mais económicas e, em tempos de crise, isto também conta», admite.
«A ideia é que as consultas não resultem em prejuízo para a instituição mas também não é para tirar grande dividendo. Temos de ter um preço atractivo para as pessoas virem cá mas também temos de criar condições e matérias disponíveis para os alunos utilizarem», explica o director da clínica do Porto, Paulo Melo.
No final, e feitas as contas, «o prejuízo por consulta não é significativo, mas de forma alguma se consegue ter lucro».
Mas a crise também já se sente aqui, principalmente quando se trata de trabalhos mais onerosos, como colocação de próteses fixas ou implantes.
«Em algumas unidades curriculares há falta de pacientes, por causa da crise. As próteses fixas, por exemplo, são tratamentos mais caros e as pessoas não têm tanto desafogo económico para virem cá», lamenta Diogo Monteiro.
Nas clínicas das faculdades, os futuros dentistas tratam pessoas de todos os estratos sociais e «às vezes, famílias inteiras», acrescenta.
Fonte: Diário Digital / Lusa
domingo, 30 de maio de 2010
Lavar os dentes previne doença cardíaca
Uma investigação escocesa que estudou mais de 11 mil adultos reforça a ideia, já defendida num estudo anterior, da ligação directa entre doenças das gengivas e problemas cardíacos.
Os investigadores afirmaram que mais investigações são necessárias para que se possa confirmar se uma má higiene oral é causa directa de doença cardíaca ou se será apenas um comportamento de risco.
Apesar de já ser sabido que inflamações no corpo, incluindo na boca e gengivas, têm um importante papel no congestionamento de artérias, o que pode levar a ataques cardíacos, esta é a primeira vez que os investigadores verificaram a ligação entre frequência da lavagem e os riscos de desenvolvimento de doenças.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Cortes na saude põem em risco tratamento a cancro
As novas medidas de austeridade para o sector da saúde põem em risco o tratamento de doentes em áreas como a do cancro. Isto mesmo foi admitido ao DN por médicos e administradores hospitalares. A oncologia depende muito de medicamentos inovadores, e a despesa nesta área é da ordem dos 25% dos gastos hospitalares. "Não tenho dúvida de que tentarão cortar logo o acesso a estes remédios, é o caminho mais fácil", diz ao DN Jorge Espírito Santo, presidente do colégio de oncologia da Ordem dos Médicos.O Ministério da Saúde aprovou há dois dias um pacote de dez medidas para reduzir a despesa e os desperdícios no SNS, definindo que esta não cresça mais de 2,8% em 2010. No entanto, e segundo dados do Infarmed a que o DN teve acesso, as despesas com estes medicamentos, só nos primeiros três meses de 2010, já subiram 7,9%, cerca de 207 milhões de euros, a nível nacional relativamente ao período homólogo.No caso da oncologia, a situação é bem pior, já que o aumento da despesa é muito superior, chegando a atingir os 39,7% no Porto; 18,1% em Lisboa e 8% em Coimbra. Há unidades que fazem tratamentos oncológicos, como São João, no Porto, ou Santa Maria, em Lisboa ,com subidas de 12% em relação a 2009.Pedro Lopes, presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares acha "difícil os IPO reduzirem a despesa até aqui". Jorge Espírito Santo pede excepções para os IPO, mas fonte do Ministério da Saúde diz que "não haverá excepções para nenhum hospital".O dirigente da Ordem acha os hipotéticos cortes inaceitáveis, porque "quem prescreve é o médico. Só ele sabe se o doente deve tomar o medicamento, e não o administrador.António Sousa, director do serviço do Hospital de São Francisco Xavier, também acredita que haverá limitações, em casos específicos. "Hoje já existem. É natural que se aperte mais a malha", admite. No caso dos remédios inovadores, exemplifica, "pode estreitar-se o critério: em vez de 4 ou 5 remédios (linhas de tratamento) podemos ficar por três ou quatro". Outro exemplo é o de doentes muito idosos e com doenças associadas. "Muitos países já fazem estas opções, porque haverá outros doentes que necessitam mais de medicamentos. Nós ainda tratamos todos; noutros países, chegam a ter de pagar se quiserem tratar-se". Mas esta hipótese "levanta inúmeros problemas de ética", alerta.Ao DN, o ministério garantiu que os tratamentos aos doentes "não serão postos em causa. O objectivo é dar acesso a mais remédios inovadores, mas, para isso, é preciso cortar no desperdício e nos erros de prescrição, por exemplo. Sabemos que a grande poupança está na correcção do desperdício", diz a mesma fonte.Outra forma de reduzir gastos é "negociar com a indústria e pressionar a redução de preços", refere Pedro Lopes. A ministra Ana Jorge disse ontem na comissão da saúde que "toda a indústria farmacêutica deve pensar seriamente em ser um parceiro". E referiu que tem de ser feita "uma análise muito criteriosa" sobre os fármacos, com preços "muitas vezes exagerados", disse, citada pela Lusa.Pedro Lopes admite o desperdício em unidades, mas sempre foi assim. Para reduzir gastos "é necessário negociar preços e criar políticas de medicamento entre vários especialistas", refere. O bastonário Pedro Nunes admite: "Se o tratamento falhar, a ordem irá pronunciar-se". E avança a necessidade de se criar critérios de prescrição para todo o SNS, para se poupar.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Balanço do II Congresso de Medicina Dentaria Hospitalar e I Congresso Luso Brasileiro
Após três dias intensivos, a APMDH só se deve congratular pelo balanço positivo do respectivo congresso. O balanço positivo deste congresso deve-se ao capital humano excepcional que o constituiu desde a nata dos palestrantes, aos eximios congressistas, aos fantasticos expositores de equipamento médico, da Liga Portuguesa contra o Cancro, do Barco Douro Acima e claro aqueles que nestes dias se empenharam por criar um evento excepcional em prol da saude oral.Fiquem a espera dos novos projectos da APMDH....
